Mercado brasileiro de milho deve ter dia de maior lentidão nos negócios

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Porto Alegre, 11 de dezembro de 2024 – O mercado brasileiro de milho deve ter uma quarta-feira com maior lentidão nos negócios. Contudo, as negociações nos portos devem se manter aquecidas, diante de um dólar firme frente ao real e a Bolsa de Mercadorias de Chicago operando em alta. Com a dificuldade logística de fim de ano, a comercialização deve seguir evoluindo de maneira comedida.

O mercado brasileiro de milho teve uma terça-feira com destaque para preços firmes nos portos. A alta na Bolsa de Chicago para o milho, em dia de relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), deu sustentação às cotações no porto. Segundo o consultor de Safras & Mercado, Paulo Molinari, o mercado físico ainda está lento devido à questão da logística com a virada do ano.

No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 76,50/78,00 (compra/venda) a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 76,00/78,00 (compra/venda) a saca.

No Paraná, a cotação ficou em R$ 68,00/69,00 (compra/venda) a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 74,50/76,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 75,50/77,00 a saca.

No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 73,00/75,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 66,00/68,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 65,00/67,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 65,00/68,00 a saca em Rondonópolis.

CHICAGO

* Os contratos com vencimento em março de 2025 operam cotados a US$ 4,49 3/4 por bushel, alta de 0,75 centavo de dólar, ou 0,16%, em relação ao fechamento anterior.

* Os investidores seguem analisando os dados do relatório de oferta e demanda de dezembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, divulgado nesta terça-feira (10), que indicou um corte nos estoques finais da safra estadunidense e mundial para 2024/25 maior do que o esperado. Além disso, o cereal também é influenciado pelo avanço do petróleo em Nova York.

* Segundo o USDA, os Estados Unidos deverão colher 15,143 bilhões de bushels na temporada 2024/25, mesmo volume indicado em novembro. A produtividade média em 2024/25 deve atingir 183,1 bushels por acres, sem mudanças frente ao mês passado.

* Os estoques finais de passagem da safra 2024/25 foram estimados em 1,738 bilhão de bushels, abaixo do volume de 1,938 bilhão de bushels indicado em novembro e dos 1,887 bilhão de bushels esperados pelo mercado. As exportações em 2024/25 foram indicadas em 2,475 bilhões de bushels, acima dos 2,325 bilhões de bushels apontados no mês passado. O uso de milho para a produção de etanol foi indicado em 5,5 bilhões de bushels, contra os 5,45 bilhões previstos em novembro.

* A safra global 2024/25 foi projetada em 1.217,89 milhão de toneladas, abaixo das 1.219,40 milhão de toneladas indicadas em novembro. O USDA estimou estoques finais da safra mundial 2024/25 em 296,44 milhões de toneladas, ante as 304,14 milhões de toneladas indicadas em novembro e abaixo das 303,4 milhões de toneladas previstas pelo mercado.

* Ontem (10), os contratos com entrega em março de 2025 fecharam com alta de 7,25 centavos, ou 1,64%, cotados a US$ 4,49 por bushel. Os contratos com entrega em maio de 2025 fecharam com avanço de 7,50 centavos, ou 1,67%, cotados a US$ 4,55 1/4 por bushel.

CÂMBIO

* O dólar comercial opera com alta de 0,11%, a R$ 6,0543. Dollar Index registra valorização de 0,24% a 106,40 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas da Ásia encerraram firmes. Xangai, +0,29%. Japão, +0,01%.

* As principais bolsas na Europa operam com índices mistos. Paris, -0,06%. Frankfurt, -0,16%. Londres, +0,13%.

* O petróleo opera em alta. Janeiro do WTI em NY: US$ 69,51 o barril (+1,34%).

AGENDA

– EUA: A leitura do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de novembro será publicada às 10h30 pelo Departamento do Trabalho.

– EUA: A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 12h30 pelo Departamento de Energia (DoE).

– Segundo dia de reunião do Copom e atualização da SELIC.

—–Quinta-feira (12/12)

– AIE: O relatório mensal de petróleo será publicado às 6h pela AIE.

– OCDE: O relatório sobre o crescimento do PIB dos países do G20 será publicado às 8h pela OCDE.

– O IBGE divulga, às 9h, o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola referente a novembro.

– Atualização das projeções para a safra brasileira de grãos em 2024/25 – Conab, 9h.

– A ANFAVEA divulga, às 10h, os dados de exportação, importação e produção de veículos referentes a novembro.

– Eurozona: A decisão de política monetária será publicada às 10h15 pelo BCE.

– EUA: A leitura do índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) de novembro será publicada às 10h30 pelo Departamento do Trabalho.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 10h30.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.

– Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.

—–Sexta-feira (13/12)

– Japão: A leitura revisada da produção industrial de outubro será publicada à 1h30 pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria.

– Alemanha: O saldo da balança comercial de outubro será publicado às 4h pelo Destatis.

– Reino Unido: A leitura revisada do PIB do terceiro trimestre será publicada às 4h pelo departamento de estatísticas.

– Reino Unido: O saldo da balança comercial de outubro será publicado às 4h pelo departamento de estatísticas.

– Reino Unido: A produção industrial de outubro será publicada às 4h pelo departamento de estatísticas.

– Eurozona: A produção industrial de outubro será publicada às 7h pelo Eurostat.

– A FGV divulga, às 8h, o IGP-10 Capitais referente a dezembro.

– O BC divulga, às 9h, o IBC-Br referente a outubro.

– Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.

Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News

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