Diante de negócios limitados de arroz e recessos iminentes, foco segue no campo

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Porto Alegre, 6 de dezembro de 2024 – O mercado brasileiro de arroz manteve o viés de baixa nesta primeira semana de dezembro, pressionado pela proximidade da nova safra – favorecida por condições climáticas ideais que indicam uma oferta robusta. “Com a iminência dos recessos de fim de ano, as indústrias permanecem ausentes, reduzindo ainda mais a liquidez”, destaca o analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira. Neste contexto, o foco dos produtores segue no campo.

Para o analista, a recuperação das exportações se mostra essencial para sustentar os preços internos, especialmente com a possibilidade de ampliar vendas para países como o Peru, que enfrenta uma escassez hídrica no norte do país.

Nesta semana, a semeadura do arroz na safra 2024/2025 registrou 95,04% no Rio Grande do Sul. Já foram semeados no Estado 901.361 hectares dos 948.356 ha estimados no levantamento realizado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz. Das seis regionais, duas já fecharam 100%. A Campanha e a Planície Costeira Externa foram as primeiras a concluir a semeadura. A Campanha atingiu nesta semana os 131.740 ha previstos pelo Irga. A PCE, por sua vez, alcançou os 99.403 ha estimados.  

Em relação aos preços, a média da saca de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros e pagamento à vista) encerrou a quinta-feira (5) cotada a R$ 102,17, recuo de 1,82% em relação à semana anterior. Em comparação ao mesmo período do mês passado, havia uma queda de 14,14% e de 4,11% quando comparado ao mesmo período de 2023.

Em Palmares do Sul, na região da Planície Costeira Externa gaúcha, indicações entre R$ 106,00 e R$ 114,00 por saca de 50 quilos. Já em Rio Verde, no estado de Goiás, cotações entre R$ 120,00 e R$ 140,00 por saca por saca de 60 quilos.

Rodrigo Ramos/ Agência Safras News

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