Oferta equilibrada e boa reposição sustentam possíveis reajustes nos preços do frango

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Porto Alegre, 13 de dezembro de 2024 – O mercado brasileiro de frango registrou preços mistos, tanto para o quilo vivo, quanto para os cortes negociados no atacado e na distribuição ao longo da semana. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, há a sinalização de oferta equilibrada e boa reposição ao longo da cadeia em grande parte do país, o que pode favorecer reajustes no curto prazo.

O analista avalia também a volatilidade do dólar, que voltou a operar sem um tom específico definido e chegou no patamar de R$ 6,00. O fator, segundo ele, é bom para o fluxo de exportação, mas pode elevar o nível de custos e impactar as margens dos suinocultores.

Em relação ao mercado atacadista, Iglesias pontua que os preços, de forma geral, estiveram estáveis no decorrer da semana. “Os agentes de mercado carregam expectativas para a evolução de preços neste fechamento de 2024, considerando que o consumo tende a ser favorecido pela capitalização das famílias, pelas festividades e pelo bom nível de atratividade da carne de frango frente a concorrentes diretos, como os cortes bovinos”, concluiu.

Preços internos

Segundo levantamento de Safras & Mercado, no atacado de São Paulo os preços dos cortes congelados de frango tiveram mudanças ao longo da semana. O preço do quilo do peito subiu de R$ 11,20 para R$ 11,25, o quilo da coxa seguiu em R$ 8,35 e o quilo da asa em R$ 12,75. Na distribuição, o preço do quilo do peito teve alta de R$ 11,40 para R$ 11,45, o quilo da coxa teve estabilidade de R$ 8,55 e o quilo da asa de R$ 13,00.

Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário da semana também apresentou mudança nas cotações. No atacado, o preço do quilo do peito teve valorização de R$ 11,30 para R$ 11,35, o quilo da coxa continuou em R$ 8,45 e o quilo da asa em R$ 12,85. Na distribuição, o preço do peito aumentou de R$ 11,50 para R$ 11,55, o quilo da coxa permaneceu em R$ 8,65 e o quilo da asa em R$ 13,10.

O levantamento semanal realizado por Safras & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que, em Minas Gerais, o quilo vivo seguiu em R$ 5,50 e, em São Paulo, em R$ 5,60.

Na integração catarinense a cotação do frango subiu de R$ 4,25 para R$ 4,50. Na integração do oeste do Paraná, a cotação teve alta de R$ 4,00 para R$ 4,55 e, na integração do Rio Grande do Sul, os preços seguiram em R$ 4,00.

No Mato Grosso do Sul, o preço do quilo vivo do frango continuou R$ 5,45, em Goiás em R$ 5,45 e, no Distrito Federal, em R$ 5,50. Em Pernambuco, o quilo vivo caiu de R$ 9,00 para R$ 8,00, no Ceará de R$ 8,90 para R$ 8,50 e, no Pará, de R$ 9,25 para R$ 8,75.

Exportações

As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 221,770 milhões em dezembro (5 dias úteis), com média diária de US$ 44,354 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 118,371 mil toneladas, com média diária de 23,674 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.873,5.

Em relação a dezembro de 2023, houve avanço de 18,5% no valor médio diário, alta de 8,8% na quantidade média diária e avanço de 9% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News

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